Governança de TI se torna estratégica para reduzir riscos e aumentar eficiência nas empresas

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Negócios

A digitalização crescente dos negócios elevou a Governança de TI a um papel estratégico nas organizações. A prática deixou de ser apenas um suporte operacional e passou a influenciar diretamente a eficiência, a previsibilidade e o alinhamento da tecnologia aos objetivos corporativos.

Dados de um estudo da New Relic indicam que interrupções de TI de alto impacto custam, em média, US$ 2 milhões por hora de indisponibilidade. O levantamento aponta ainda um custo médio anual de US$ 76 milhões para as empresas analisadas, evidenciando que a ausência de governança representa um risco financeiro relevante, além de técnico.

A governança de TI envolve a articulação entre decisões tecnológicas e metas de negócio. Para isso, é necessário reunir competências como gestão de fornecedores, controle de contratos e SLAs, compliance regulatório, segurança da informação e arquitetura de infraestrutura. Essa integração busca garantir que investimentos em tecnologia estejam alinhados à estratégia da empresa.

As organizações podem adotar diferentes modelos de estruturação da governança, de acordo com seu porte, cultura e complexidade operacional. Entre as opções estão estruturas centralizadas, modelos híbridos que compartilham responsabilidades entre TI e áreas de negócio, e formações em squads, mais comuns em empresas orientadas a produtos e metodologias ágeis.

Independentemente do modelo adotado, a governança deve estar presente. Para avaliar sua efetividade, alguns indicadores são considerados essenciais, como a redução de incidentes recorrentes, o alinhamento de contratos a SLAs, o tempo médio de resolução de problemas, o aumento da disponibilidade dos serviços, a conformidade regulatória e a redução de custos com manutenção e correções.

Segundo Philipe Sales, gestor de segurança da informação da Hostweb, a governança é determinante para mudar a percepção da TI dentro das empresas. “A governança é o que transforma TI de um setor operacional em uma alavanca estratégica. Quando a empresa conecta investimentos tecnológicos a indicadores reais de eficiência e retorno, o C-Level passa a enxergar a TI não como despesa, mas como fator de competitividade”, afirma.

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