Casa de Cuidados lança grupo de orientação sobre AVC para pacientes e cuidadores

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Saúde

A Casa de Cuidados do Ceará (CCC), unidade de desospitalização da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), lançou um grupo voltado à conscientização e orientação sobre o Acidente Vascular Cerebral (AVC). A iniciativa é direcionada aos pacientes atendidos no equipamento de saúde, onde mais de 50% apresentam sequelas da doença.

O grupo teve início na última quarta-feira (7) e será realizado semanalmente. O objetivo é promover educação em saúde para pacientes com sequelas de AVC e para os cuidadores que acompanham os internados.

De acordo com a coordenadora de terapias multidisciplinares da CCC, Aryadne Marques, o projeto busca oferecer conhecimento teórico e prático para que pacientes e cuidadores participem de forma mais ativa no processo de reabilitação. A unidade já desenvolve outros grupos voltados a temas como tuberculose, saúde mental e estímulo à mobilidade.

A cuidadora Maria da Silva Holanda, de 47 anos, que sofreu um AVC há quatro anos, participa das atividades da Casa de Cuidados e avaliou positivamente a criação do grupo. Ela relata que ainda enfrenta limitações no braço esquerdo e utiliza os encontros para trocar experiências e repassar informações a outras pessoas.

A primeira edição do grupo foi conduzida pela fisioterapeuta Lucilene Cirino, que explica que a proposta também surgiu a partir das dúvidas frequentes de pacientes e familiares. Segundo ela, o trabalho envolve tanto a prevenção quanto o acompanhamento de quem já teve AVC, considerando os fatores de risco e as possibilidades de recuperação funcional.

Lucilene destaca que a reabilitação realizada na Casa de Cuidados é desenvolvida por uma equipe multiprofissional, em conjunto com os cuidadores, que têm papel fundamental no acompanhamento diário dos pacientes.

Em outubro de 2025, a Casa de Cuidados do Ceará já havia promovido a “Semana de conscientização sobre AVC: da prevenção à reabilitação”. A unidade atua na transição de cuidados e na desospitalização, contando atualmente com 130 leitos. O perfil dos pacientes inclui pessoas com sequelas graves de AVC, traumas, doenças crônicas, esclerose lateral amiotrófica, demências, câncer e tuberculose.

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