Carta aberta a Paulinho

| 3 min de leitura

Hoje dia 6 de setembro de 2021, Paulo César dos Santos, o Paulinho vocalista do Roupa Nova, faria 69 anos. 

Lamentavelmente a Covid-19 o levou de nosso convívio muito precocemente. 

Então resolvi sair da zona de conforto e falar um pouco desse cara que embalou tantos romances com a sua bela voz e que foi aquele amigo certo das horas incertas, para fazer-lhe uma homenagem/agradecimento, pelo grande amigo que foi e o aprendizado que, involuntariamente ele me proporcionou.

paulinho
Reprodução: Arquivo pessoal

AO  PAULINHO

  • “Agradeço a Deus por você ter nascido, por sermos contemporâneos, pelo nosso encontro nessa vida, por toda a adolescência juntos e as descobertas compartilhadas, por você ter sido o meu primeiro amor, por nossas brigas e nossas pazes, por tudo que nos uniu e nos separou! 
  • Tivemos momentos bons e ruins, altos e baixos, de uma relação mal definida desde o começo.  Porém, como amigos foi que  nos encontramos e vivemos a maior parte da nossa trajetória juntos, principalmente quando precisávamos um do apoio do outro. Você sempre me procurando, até mesmo quando eu estava em  São Paulo, você me achava por lá. Os encontros eram cheios de carinho e muitos papos madrugadas à dentro. Quantas historias, quantos papos cabeça… Sempre estivemos juntos, dando força um para o outro em nossos momentos mais difíceis. Num dos nossos últimos encontros presenciais, disse-lhe que sempre agradeci muito à Deus por nosso relacionamento amoroso tão conturbado, pois serviu como uma espécie de laboratório para minha felicidade conjugal. Porque  os erros que cometi no nosso relacionamento, pelo fato de sempre ceder às suas vontades,  posteriormente fizeram-me perceber que “ceder” não era a opção correta à se escolher num relacionamento à dois e sim “conceder”. Quando cedemos, significa que estamos abrindo mão de algo, que muitas vezes, pode nos ser caro, enquanto que conceder,  significa partilhar, presentear. 
  • Portanto o nosso relacionamento com todos os atropelos e inseguranças foi de fundamental importância no meu relacionamento posterior com o grande amor da minha vida. O homem com quem vivi uma linda história de amor durante 50 anos e que só mesmo a morte conseguiu nos separar fisicamente no triste ano de 2020.
  • Na nossa história não ficou nada pendente e eu tirei uma grande lição, que é:
  • “Ser feliz é um aprendizado que temos que buscar e exercitar todos os dias. E saber reconhecer o quanto experiências supostamente negativas, são sinais para buscarmos uma felicidade iminente.
  • Esse é o grande exercício de humildade diante da grandeza que é viver.”
  • À você, meu irmão, minha eterna saudade e gratidão por termos conseguido manter um sentimento que nos preencheu a alma e alimentou os 55 anos da nossa amizade – o amor fraternal!

Lucy Freitas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *