Henriqueta Brieba – Uma gigante da arte

7 min de leitura
henriqueta brieba

Um expoente das artes e atriz que na década de 80 brilhou em grandes produções televisivas, a atriz Espanhola adotou o Brasil como pátria sua e nos brindou com grandes momentos na arte, nascida Enriqueta Nogués Brieba, assim mesmo com E, mas conhecida como Henriqueta Brieba nasceu em Barcelona, Espanha no dia 31 de julho de 1901 , filha de Galeno Nogués i Guillem e Aurora Brieba Manzaneque, Henriqueta Brieba veio para o Brasil ainda adolescente, acompanhando os pais nas apresentações do grupo teatral de que faziam parte, e bem jovem começou a atuar nos palcos.

Atriz de amplos recursos e comediante nata participou de várias companhias de teatro e não abandonou o palco até o fim da vida.

Atuou no Brasil durante setenta e seis anos. Depois de passar por Belém, Manaus, Recife e Salvador, estabeleceu-se no Rio de Janeiro na década de 1920, onde começou a trabalhar no teatro de revista.

Seu primeiro papel de destaque numa telenovela foi em Assim na Terra como no Céu novela de Dias Gomes, em 1970, antes porém fez uma participação pequena em A Grande Mentira, mas foi a partir de 1975, com A Moreninha, que ela se tornou uma figura conhecida do grande público e intensificou sua participação na televisão.

Em programas de humor, faz dobradinha com Jô Soares no programa Viva o Gordo, como a Pornomãe da Bô Francineide representada por Jô Soares em um quadro de muito sucesso.

Estreou no cinema em 1944 em Romance de um Mordedor, de José Carlos Burle, e prossegue fazendo atuações esporádicas até a década de 1960. Em 1969, Brieba atua em A Penúltima Donzela comédia de costumes de grande sucesso, uma das precursoras das pornochanchadas.

Na década de 1970, foi presença constante nas telas do cinema. Somente nessa década, atuou em 33 filmes, inclusive em dois dos maiores sucessos do cinema nacional, as comédias de Pedro Carlos Rovai, Ainda Agarro Essa Vizinha, de 1974 e A Viúva Virgem, 1972. Outro destaque é Toda Nudez Será Castigada, de Arnaldo Jabor.

A atriz atuou com diretores de vários estilos, como Reginaldo Faria, Carlos Imperial, Victor di Mello, Braz Chediak, Luís Sérgio Person, Jece Valadão, Carlo Mossy, Fauzi Mansur, Miguel Borges e Hugo Carvana, e explorou os gêneros musical, revista, comédia, drama. Veio do teatro o único prêmio de sua carreira: um Molière de melhor atriz por Caixa de Sombras (1977), de Michael Christofer. A respeito desta conquista, declarou em entrevista:

Não cantei, não dancei, não sapateei. Ganhei o Molière da goela para cima, com um personagem que vivia numa cadeira de rodas. O que valeu foi a interpretação.

Henriqueta deixa o palco em 1993, por motivo de saúde, depois de três anos no elenco de Por falta de roupa nova, passei o ferro na velha.

A atriz nos deixou aos 94 anos de infecção pulmonar aguda, durante a madrugada de 18 de setembro de 1995, no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, onde estava internada havia 45 dias. Seu corpo foi velado e sepultado no Cemitério de São João Batista, naquela mesma cidade.

Henriqueta, no Teatro

O Rei da Vela

A Dama do Camarote

A Casa de Bernarda Alba

Caixa de Sombras

Tudo no Escuro

Por Falta de Roupa Nova, Passei o Ferro na Velha

Henriqueta no Cinema

No cinema

1944    Romance de Um Mordedor     

1958    Hoje o Galo Sou Eu e O Batedor de Carteira

1961    Samba em Brasília       

1969    A Penúltima Donzela    

1970    Uma Garota em Maus Lençóis

Pra Quem Fica, Tchau  

O Enterro da Cafetina

O Bolão

Ascensão e Queda de um Paquera       

1971    Procura-se uma Virgem

Os Cara de Pau

O Barão Otelo no Barato dos Bilhões    

Os Amores de um Cafona         

1972    O Grande Gozador       

Com a Cama na Cabeça

Cassy Jones, o Magnífico Sedutor         

O Azarento      

A Viúva Virgem

1973    O Fraco do Sexo Forte  

A Filha de Madame      

Toda Nudez Será Castigada      

1974    Uma Tarde Outra Tarde

O Sexo das Bonecas     

Banana Mecânica

1975    Um Soutien Para Papai

O Roubo das Calcinhas

Quando as Mulheres Querem Provas   

As Loucuras de um Sedutor      

Eu Dou O Que Ela Gosta           

Com as Calças na Mão 

1977    A Mulata Que Queria Pecar     

Manicures a Domicílio 

1978    Se Segura, Malandro    

O Escolhido de Iemanjá

1979    Viúvas Precisam de Consolo     

1980    O Inseto do Amor        

1983    O Rei da Vela   

1984    Para Viver um Grande Amor    

1988    Super Xuxa contra Baixo Astral

Henriqueta, na Televisão:

1968    A Grande Mentira        

1970    Assim na Terra como no Céu                

1971    Bandeira 2      

1972    Uma Rosa com Amor               

1973    Os Ossos do Barão       

1975    Escalada

A Moreninha               

1976    Anjo Mau                    

Estúpido Cupido          

1979    Casa Fantástica            

1980    Chega Mais                 

1981    Ciranda de Pedra         

Jogo da Vida    

1982    Paraíso            

1983    Viva o Gordo

Guerra dos Sexos        

Champagne                 

Caso Verdade  

1985    Um Sonho a Mais        

1986    Cambalacho    

1987    Sassaricando               

1988    O Primo Basílio

1989    Que Rei Sou Eu?          

1990    Gente Fina      

Meu Bem, Meu Mal                 

1991    Escolinha do Professor Raimundo                    

1992    Gerente de um asilo    

1993    O Mapa da Mina

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *