Tecnologia e qualificação transformam perfil do trabalhador rural no Brasil

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Negócios

Celebrado em 25 de maio, o Dia do Trabalhador Rural reforça a importância dos milhões de brasileiros que sustentam uma das principais forças da economia nacional. Em 2026, o campo vive um momento de transformação, marcado pela modernização das atividades, pelo avanço tecnológico e pela ampliação de oportunidades profissionais.

Atualmente, o agronegócio reúne cerca de 28,4 milhões de pessoas ocupadas no país, representando aproximadamente 26,3% da força de trabalho nacional. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo o levantamento, o setor registrou crescimento de 2,2% na ocupação, reforçando a relevância do agro para a geração de empregos no Brasil.

Modernização muda perfil do trabalhador rural

Apesar de uma retração de 1,1% nas atividades realizadas “dentro da porteira”, especialistas apontam que o movimento está diretamente relacionado à modernização do campo.

A mecanização e o avanço da agricultura de precisão vêm reduzindo atividades braçais tradicionais e ampliando oportunidades em áreas como logística, tecnologia, gestão e consultoria agrícola.

Para Kelvia Carneiro, presidente da Cactvs, o trabalhador rural brasileiro vive uma nova realidade, marcada por maior qualificação e protagonismo econômico.

“O campo brasileiro está passando por uma transformação muito significativa. Hoje, o trabalhador rural não está apenas na operação braçal. Temos um crescimento de profissionais especializados, ligados à tecnologia, logística, gestão e inovação no agro. Isso mostra como o setor evoluiu e continua criando oportunidades”, afirma.

Agrosserviços lideram crescimento

Entre os segmentos com maior avanço na geração de vagas estão os chamados agrosserviços, que registraram crescimento superior a 6% no último ano.

Na pecuária, a avicultura liderou a criação de empregos, com alta de 7% nas vagas. Já atividades mais dependentes de mão de obra manual, como mandioca e pesca, apresentaram retração no número de postos de trabalho.

Mais escolaridade no campo

Dados da PNAD Contínua, do IBGE, também apontam mudanças importantes no perfil do trabalhador rural brasileiro.

O levantamento mostra queda de 7,6% no número de trabalhadores sem instrução e crescimento da participação de profissionais com ensino técnico e superior, acompanhando o processo de profissionalização do setor.

O cenário reforça o papel estratégico da qualificação profissional para atender às novas demandas do agronegócio e acompanhar a evolução tecnológica das atividades no campo.

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