Léo Suricate propõe tornar o programa Zona Viva política pública permanente no Ceará

| 3 min de leitura
Política

Deputado Léo Suricate (Psol) propõe tornar o programa “Zona Viva” uma política pública permanente de Estado

O deputado estadual Léo Suricate (Psol) protocolou, na quarta-feira (22), na Assembleia Legislativa do Ceará, um Projeto de Indicação que propõe transformar o Zona Viva de Cultura e Tecnologia (ZVCT) em política pública permanente de Estado.

Criado em 2023 como projeto piloto no Residencial José Euclides, no bairro Jangurussu, o programa já conta com cinco unidades em Fortaleza — nos bairros Jangurussu, Vila Velha, Granja Lisboa e duas no José Walter. A iniciativa atua em territórios urbanos vulneráveis, com foco em inclusão social, qualificação profissional, cultura e prevenção à violência.

O Zona Viva funciona como um equipamento comunitário multissetorial, estruturado em quatro eixos: cultura e memória; tecnologia e inclusão digital; qualificação profissional e empreendedorismo; e cidadania e direitos. A proposta busca fortalecer vínculos comunitários, gerar oportunidades de trabalho e renda e promover direitos humanos de forma contínua e participativa.

Raízes comunitárias

A origem do programa está nas mobilizações sociais do território do Jangurussu. O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) teve papel central na criação de espaços culturais e políticos na região, como saraus, cineclubes, coletivos de arte e feiras comunitárias. Essas ações deram base à concepção do Zona Viva, que surgiu como um modelo de baixo custo e com gestão comunitária, administrado pelos próprios moradores.

Modelo participativo

O Zona Viva do Residencial José Euclides tornou-se referência pela gestão local e autônoma, com resultados reconhecidos em fortalecimento comunitário e impacto social. Esse modelo inspirou o Projeto de Política Estadual Zona Viva de Cultura e Tecnologia, que prevê a expansão das unidades para outros municípios cearenses, mantendo o caráter participativo.

Cada unidade será estruturada a partir de um diagnóstico participativo, respeitando as características e demandas do território. A proposta inclui ainda um modelo de governança intersetorial, com Conselhos Gestores que reúnem órgãos públicos, instituições de ensino e sociedade civil, e Comitês Locais responsáveis pela co-gestão junto à comunidade.

O projeto estabelece prioridade para áreas de maior vulnerabilidade social e conjuntos habitacionais classificados como “ZEIS de reparação”, previstas no Plano Diretor de Fortaleza (2025). Nesses territórios, o Zona Viva busca complementar as políticas habitacionais com infraestrutura cultural, tecnológica e social.

Após o protocolo, o Projeto de Indicação segue para análise nas comissões temáticas da Assembleia Legislativa, onde poderá receber emendas antes de ser votado em plenário.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *