Julho Amarelo reforça importância do diagnóstico precoce das hepatites virais
As hepatites virais, doenças que podem evoluir de forma silenciosa e causar complicações como cirrose e câncer de fígado, são o foco da campanha Julho Amarelo, que busca ampliar a conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de pessoas vivem com os vírus das hepatites B ou C no Brasil, e grande parte desconhece a própria condição. O cenário reforça a importância do rastreamento e da realização de exames para identificar a doença antes do surgimento de complicações.
De acordo com os dados oficiais, a hepatite C é responsável por mais de 70% dos óbitos relacionados às infecções hepáticas no país, enquanto a hepatite B representa aproximadamente 21% das mortes registradas.
Doença pode permanecer sem sintomas por anos
A ausência de sintomas nas fases iniciais é um dos principais desafios no combate às hepatites virais. O fígado pode sofrer um processo contínuo de inflamação durante anos ou até décadas sem apresentar sinais evidentes.
O médico gastroenterologista e hepatologista [Nome do Médico], da Rede Oto, explica que os vírus das hepatites A, B, C e D apresentam formas distintas de transmissão e comportamento no organismo.
Segundo o especialista, a hepatite A está relacionada principalmente às condições de saneamento básico e higiene, sendo transmitida por água e alimentos contaminados. Já as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo sangue, sendo que a hepatite B também pode ser transmitida por via sexual.
Testes e vacinação são aliados da prevenção
O especialista destaca que o maior risco está na possibilidade de cronificação das hepatites B e C. Em muitos casos, o diagnóstico ocorre apenas quando o fígado já apresenta danos importantes, com sintomas como cansaço intenso, pele e olhos amarelados, dores e inchaço abdominal.
Segundo o médico, essa situação pode ser evitada com a realização de exames de rotina ou testes rápidos, capazes de detectar a presença dos vírus em poucos minutos.
Para a hepatite B, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção e está disponível no calendário regular de imunização. Já a hepatite C, apesar de não contar com vacina, apresenta índices de cura superiores a 95% quando o tratamento é iniciado precocemente com medicamentos antivirais modernos.

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